
Patrimônio por trás dos códigos que são autodescrição
Source:R/dados.R
tse_autorrotulo_patrimonio.RdQuantis do patrimônio declarado, por código de ocupação e cargo disputado,
para os dez códigos de tse_codigos_autorrotulo mais o 131 (ADVOGADO), que
entra como contraexemplo ancorado. Sustenta o argumento de
tse_para_componente_alta() sobre a assimetria de confiabilidade entre as
duas metades da classe alta.
Format
data.frame com 8 colunas:
- cod_tse
código de ocupação do TSE, texto.
- rotulo
rótulo do código, vigente após 2002.
- cargo
cargo disputado, fator na ordem da hierarquia e não na alfabética. O nível
"TODOS"não é um cargo: é a linha agregada do código, e existe porque uma razão entre quantis não se recupera das células.- ancorado
TRUEpara o 131, cujo rótulo pressupõe inscrição na OAB;FALSEpara os dez autodeclarados.- n
candidaturas com patrimônio declarado positivo na célula.
- p10, mediana, p90
quantis do patrimônio, em reais.
Source
Declaração de bens das candidaturas ao TSE, 2006–2024, agregada por
data-raw/10_gera_autorrotulo.R. Mesma microbase e mesma deflação de
tse_dispersao_patrimonio; 2026 não entra porque a declaração de bens
daquela safra ainda não está fechada.
Por que esta tabela existe
Ela não acrescenta fato novo — os números já estavam em
?tse_para_componente_alta. O que ela acrescenta é que eles passam a ser
executados. Digitados, erraram duas vezes: entraram com a agregação de
bens que somava cada bem duas vezes e sobreviveram intactos à correção de
09/2026, porque ninguém revisita um número que não roda. A auditoria de
05/09/2026 os encontrou ainda dobrados. Agora a documentação lê a tabela, e
uma troca de fonte se propaga sozinha.
O contraste
Os dois regimes de rótulo têm gradiente por cargo — quem disputa posto mais
alto é mais rico nos dois casos. O que os separa é a dispersão interna:
na linha "TODOS", o ADVOGADO tem a menor razão entre p90 e p10 de
todos os códigos da tabela (47,8), e os autodeclarados vão de 55,1 a 75,6.
É um único caso ancorado contra cinco autodeclarados, então isto é uma
ilustração e não um teste. Mas é esse contraste, e não a diferença de
mediana, que torna o 257 menos confiável que o 131 de um jeito que nenhuma
tabela de escores mostra.
Corte e sigilo
Células com menos de 30 candidaturas ficam de fora (atributo n_min). O que
se publica são três quantis por célula: não há candidatura, não há
município, não há ano. Os atributos anos e n_obs guardam o período e a
amostra.
See also
tse_para_componente_alta(), que interpreta esta tabela;
tse_codigos_autorrotulo, a lista dos códigos; tse_dispersao_patrimonio,
para a dispersão dentro do nível de status.
Examples
p <- tse_autorrotulo_patrimonio
# o gradiente do "empresário" por cargo
p[p$cod_tse == "257", c("cargo", "n", "mediana")]
#> cargo n mediana
#> 25 VEREADOR 80829 185000
#> 26 PREFEITO 10691 812544
#> 27 DEPUTADO ESTADUAL 5275 410824
#> 28 DEPUTADO DISTRITAL 289 420496
#> 29 DEPUTADO FEDERAL 2772 646282
#> 30 SENADOR 95 4678498
#> 31 GOVERNADOR 66 3548117
#> 32 TODOS 100017 229468
# a dispersão interna, autodeclarado contra ancorado
a <- p[p$cargo == "TODOS", ]
data.frame(a["rotulo"], a["ancorado"], razao = round(a$p90 / a$p10, 1))
#> rotulo ancorado razao
#> 8 ADVOGADO TRUE 47.8
#> 14 COMERCIANTE FALSE 55.1
#> 19 INDUSTRIAL FALSE 73.6
#> 24 PRODUTOR AGROPECUARIO FALSE 72.0
#> 32 EMPRESARIO FALSE 75.6
#> 37 PECUARISTA FALSE 62.8