
Códigos cujo rótulo é autodescrição, sem registro externo que o valide
Source:R/tse.R
tse_codigos_autorrotulo.RdOs códigos de ocupação do TSE que designam propriedade ou empreendimento — empresário, comerciante, industrial, proprietário de estabelecimento — e que, por isso, não são ancorados em nenhum registro. Servem para rodar uma análise com e sem eles, em uma linha.
Value
Não é função, e sim um vetor character de comprimento 10, exportado
como constante. Cada elemento é um código de ocupação do TSE, em texto com
três dígitos, cujo rótulo é autodescrição de propriedade ou empreendimento.
Serve de filtro: x %in% tse_codigos_autorrotulo marca as candidaturas
cujo escore ocupacional não tem registro externo que o ancore.
Por que estes e não outros
O critério é a priori, não empírico: existe um registro externo que precisa ser satisfeito para que alguém use o rótulo? "Advogado" pressupõe inscrição na OAB, "médico" pressupõe CRM; "empresário" não pressupõe nada. Não é uma afirmação sobre a honestidade de quem declara, e sim sobre a existência de uma trava externa.
Este critério é conceitual porque o dado não o produz sozinho. A dispersão de patrimônio dentro do código, por exemplo, não separa os dois grupos: é de 76 vezes (p90/p10) entre os que declaram empresário e de 55 entre os comerciantes, que são autorrótulos, mas de 48 entre os advogados, que não é — e o comerciante fica entre os outros dois. Patrimônio é disperso em toda parte. O que distingue não é a dispersão bruta, é a ausência da trava.
Estes três números saem de tse_autorrotulo_patrimonio e são conferidos
contra ela em tests/testthat/test-numeros-doc.R. A versão anterior dizia
80, 47 e 54: eram os valores da agregação que somava cada bem duas vezes,
corrigida em 09/2026, e sobreviveram por estarem digitados.
Como usar
Os escores destes códigos não são inválidos — são menos confiáveis do que os ancorados, e a diferença não aparece na tabela, porque um ISEI de 68 é impresso do mesmo jeito venha de onde vier. A recomendação é tratá-los como análise de sensibilidade:
d$isei <- tse_para_isei(d$cod)
d$isei_ancorado <- ifelse(d$cod %in% tse_codigos_autorrotulo, NA, d$isei)
# rode a sua análise com as duas colunas e relate as duasSão 13,3% das candidaturas de 1998 a 2026 — o bastante para mover um resultado, e por isso o bastante para valer o teste.
Relação com tse_isco$proprietario
Hoje os dois conjuntos coincidem, mas respondem a perguntas diferentes, e por
isso são objetos diferentes: proprietario é pertença de classe (define
quem entra em "Proprietários e empregadores"); este é confiabilidade de
medida (define de quem o escore é autodeclarado). É a mesma distinção que
separou proprietario de conta_propria, e pela mesma razão: quando dois
conceitos compartilham um vetor, mexer num arrasta o outro.
See also
tse_para_componente_alta(), que documenta a assimetria de
confiabilidade entre as duas metades da classe alta.
Examples
tse_codigos_autorrotulo
#> [1] "169" "206" "234" "257" "602" "901" "902" "903" "904" "905"
tse_para_rotulo(tse_codigos_autorrotulo)
#> [1] "COMERCIANTE"
#> [2] "INDUSTRIAL"
#> [3] "PRODUTOR AGROPECUARIO"
#> [4] "EMPRESARIO"
#> [5] "PECUARISTA"
#> [6] "PROPRIETÁRIO DE ESTABELECIMENTO AGRÍCOLA, DA PECUÁRIA E FLORESTAL"
#> [7] "PROPRIETÁRIO DE ESTABELECIMENTO COMERCIAL"
#> [8] "PROPRIETÁRIO DE ESTABELECIMENTO INDUSTRIAL"
#> [9] "PROPRIETÁRIO DE ESTABELECIMENTO DE PRESTAÇÃO DE SERVICOS"
#> [10] "PROPRIETÁRIO DE MICROEMPRESA"