Devolve os códigos extintos, os criados e os que trocaram de rótulo entre dois anos. É a função que falta a quem monta série longa: a reutilização de código é o problema mais citado, mas o mais frequente é a troca de inventário. Entre 2000 e 2002 o TSE aposentou 21 códigos, criou 69 e renomeou 36.
O que conta como "em vigor"
A comparação usa a vigência registrada em tse_ocupacao_rotulos, não a presença de candidaturas naquela eleição específica. Um código que existe no cadastro mas não teve candidato num ano continua em vigor — o contrário faria uma ocupação rara "sumir e voltar" a cada eleição.
Por isso os números diferem de uma contagem por período. Comparando qualquer ano até 2000 com qualquer ano a partir de 2002, são 13 códigos extintos (12,4% das candidaturas do período antigo) e 122 criados (33,2% do novo). Comparando as eleições de 2000 e 2002 uma com a outra, são 21 e 69. As duas leituras estão certas e respondem a perguntas diferentes.
Ausência não é revogação, e 2026 mostra isso
tse_diff_cadastro(2024, 2026) devolve 46 códigos como extintos e
nenhum criado. Os 46 não foram extintos. A vigência desta tabela se
constrói do rótulo observado, de modo que um código sem nenhum
candidato numa eleição registra ausência — e ausência é o que se espera de
um código raro quando a safra é pequena. A de 2026 é pequena duas vezes:
é geral, sem prefeito nem vereador, e está aberta, com o Tribunal ainda
julgando registros. Trocar de par não resolve: tse_diff_cadastro(2022, 2026),
que compara duas gerais, devolve 47 extintos, e não menos.
A metade que se sustenta é a outra: nenhum código criado, nos dois pares. Essa é robusta ao tamanho da safra, porque um código novo apareceria ainda que uma vez só. Leia a contagem de extintos de uma safra aberta como o que ela é — quem ainda não apareceu —, e refaça a comparação quando o cadastro de 2026 fechar.
Examples
d <- tse_diff_cadastro(2000, 2002)
table(d$mudanca)
#>
#> criado extinto rotulo
#> 69 21 36
