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Implementação das sintaxes iskopromo.sps e iskoegp.sps do International Stratification and Mobility File, de Ganzeboom e Treiman.

Usage

isco88_para_egp(
  isco,
  conta_propria = NULL,
  n_supervisionados = NULL,
  n_classes = 11,
  rotulo = TRUE,
  avisar = TRUE
)

Arguments

isco

Vetor de códigos ISCO-88, preferencialmente com quatro dígitos. Códigos de 2 ou 3 dígitos são expandidos com zeros à DIREITA, para as formas arredondadas que as tabelas do ISMF já contêm (24 vira 2400). O grande grupo 0 (forças armadas) é a exceção: o ISMF o escreve com zero à ESQUERDA (0110), de modo que 110 é ambíguo. Nesses casos a função lê a forma hierárquica e avisa; informe quatro dígitos para desempatar.

conta_propria

Vetor lógico opcional: a pessoa trabalha por conta própria ou é empregadora (TRUE) ou é empregada (FALSE).

n_supervisionados

Vetor numérico opcional com o número de pessoas supervisionadas.

n_classes

Número de classes do resultado: 11 (padrão), 7, 5 ou 3.

rotulo

Se TRUE (padrão), devolve rótulos — em todas as versões, inclusive nas colapsadas; se FALSE, os códigos inteiros.

avisar

Se TRUE (padrão), avisa quando conta_propria ou n_supervisionados não são fornecidos.

Value

Vetor de texto (ou inteiro, se rotulo = FALSE).

O que o EGP exige e o TSE não tem

O EGP não é uma função só da ocupação. As suas regras usam duas variáveis adicionais: a posição na ocupação (conta_propria) e o número de pessoas supervisionadas (n_supervisionados). Sem elas, IVa e IVb — a pequena burguesia — ficam estruturalmente vazias, e V (técnicos de nível inferior e supervisores manuais) sai fortemente subestimada, porque só dois códigos ISCO a produzem sem a variável de supervisão. Como o formulário do TSE pergunta apenas a ocupação, quem parte dele obtém uma versão degradada do esquema, e a função avisa quando é esse o caso.

Partindo só da ocupação, o resultado não deve ser publicado como uma tabela EGP de onze classes. Os colapsos de 5 e 3 classes, em que IVa e IVb se fundem a categorias que existem, são o uso defensável.

Essa não é uma limitação do pacote, e sim do dado: é exatamente o ponto que Carvalhaes (2015) levanta ao avaliar o EGP no Brasil, onde a categoria de conta própria é a que o esquema melhor capta — e é justamente a que se perde.

Os colapsos de 7, 5 e 3 classes

Vêm da tabela "The class schema" de Erikson e Goldthorpe (1992), pp. 38–39. Cuidado ao comparar com outras implementações: várias numeram IVc na sétima posição, e os vetores parecem divergir quando na verdade concordam.

References

Erikson, R.; Goldthorpe, J. H. (1992). "The class schema", em The Constant Flux: A Study of Class Mobility in Industrial Societies. Oxford: Clarendon Press, pp. 38–39.

Ganzeboom, H. B. G.; Treiman, D. J. (1996). Internationally comparable measures of occupational status for the 1988 International Standard Classification of Occupations. Social Science Research, 25(3), 201–239.

Carvalhaes, F. (2015). A tipologia ocupacional Erikson-Goldthorpe-Portocarero (EGP): uma avaliação analítica e empírica. Sociedade e Estado, 30(3), 673–703.

Examples

isco88_para_egp(c("2211", "1300", "6100"), avisar = FALSE)
#> [1] "I: dirigentes e profissionais superiores" 
#> [2] "II: dirigentes e profissionais inferiores"
#> [3] "VIIb: trabalhador agrícola"               

# com as variáveis que o esquema realmente pede, a pequena burguesia aparece
isco88_para_egp(c("5220", "5220"),
                conta_propria = c(TRUE, TRUE),
                n_supervisionados = c(0, 5))
#> [1] "IVb: conta própria sem empregados" "IVa: conta própria com empregados"